Morre Arnaldo Lima, a voz inconfundível do rádio desportivo de Cajazeiras - SóEsporte
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Morre Arnaldo Lima, a voz inconfundível do rádio desportivo de Cajazeiras

Ex-radialista trablhou em várias emissoras no sertão, porém se destacou na Alto Piranhas de Cajazeiras

A comunicação da Paraíba e, de forma muito particular, a cidade de Cajazeiras, veste-se de luto. Faleceu, na madrugada deste segunda-feira (2),  o ex-radialista e narrador desportivo Arnaldo José de Lima, carinhosamente conhecido pelos amigos e ouvintes mais próximos como “Bino”.

Um dos maiores nomes da crónica desportiva do Nordeste, Arnaldo Lima marcou época e gerou paixões através das ondas do rádio sertanejo. Nos últimos anos, o comunicador travava uma batalha reservada contra o Mal de Alzheimer, diagnóstico que o tinha afastado dos microfones e da vida pública. 

Da música para os relvados: A trajetória no rádio

Nascido em Cajazeiras, Arnaldo Lima era o mais velho de sete irmãos e cresceu na vivência de bairros tradicionais da cidade, como o Cristo Rei e o Jardim Oásis. A sua caminhada na comunicação teve início na Difusora Rádio Cajazeiras.

Curiosamente, Arnaldo começou a sua carreira muito ligado à música e ao universo cultural, apresentando os programas Bom Dia Nordeste e Forró do Varandão, onde controlava com mestria o chocalho e fazia a programação musical da emissora. 

A grande reviravolta da sua vida profissional aconteceu após seis anos na emissora, quando se transferiu para a Rádio Alto Piranhas AM 650. Foi lá que, a pedido da gerência da rádio, assumiu um desafio inédito: narrar jogos de futebol.

Mesmo receoso no início, o seu talento natural e a sua voz vibrante rapidamente se destacaram, transformando-o, em pouco tempo, no chefe do departamento de desportos da emissora e num dos narradores mais respeitados da região. 

Legado inesquecível

Além do seu trabalho icónico na Rádio Alto Piranhas, Arnaldo Lima emprestou o seu talento a outras estações de relevo, acumulando passagens marcantes pela Rádio Jornal AM (Sousa), Rádio Independente (Catolé do Rocha) e pela Rádio Sanhauá, na capital João Pessoa. Homem de múltiplas facetas, Arnaldo também atuou na esfera pública de Cajazeiras, tendo dirigido o Terminal Rodoviário da cidade durante vários anos. 

Arnaldo Lima deixa um legado de paixão pelo desporto, profissionalismo e profunda generosidade com os colegas de bancada. A sua voz enérgica, que narrou as maiores glórias do futebol sertanejo e as emoções do desporto local, fica eternizada na memória de milhares de ouvintes que cresceram a acompanhar o seu carismático grito de gol.

Com informações do 22deagostofutebolclube

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