Segundo semestre amplia agenda esportiva: entenda a importância da iluminação adequada - SóEsporte
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Segundo semestre amplia agenda esportiva: entenda a importância da iluminação adequada

Segundo semestre amplia agenda esportiva: entenda a importância da iluminação adequada

Competições de basquete, vôlei, beach tennis e futebol movimentam o calendário até dezembro e reforçam a importância de condições adequadas de visibilidade em espaços esportivos

O segundo semestre de 2026 reúne uma sequência de competições nacionais e internacionais em modalidades disputadas em quadras, arenas e campos. No basquete, o calendário da Confederação Brasileira de Basketball prevê, entre agosto e dezembro, competições de base, etapas do Circuito Nacional 3×3 e partidas das Eliminatórias da Copa do Mundo masculina. A Copa do Mundo feminina também está marcada para setembro.

No vôlei, a Confederação Brasileira de Voleibol mantém competições de base ao longo do período, com finais previstas para setembro, outubro e novembro. A entidade também iniciou em agosto os preparativos para a temporada 2026/2027 da Superliga.

O calendário do beach tennis também segue intenso no país. A International Tennis Federation registra torneios em cidades brasileiras como Uberlândia, Teresina, Vila Velha, Toledo, Paulínia, Cuiabá e Cascavel somente durante agosto. Em setembro, o circuito internacional tem, entre os eventos previstos, torneios no Rio de Janeiro.

A concentração de campeonatos chama atenção para um aspecto estrutural que pode passar despercebido fora das grandes arenas: a iluminação. Em esportes que exigem acompanhamento constante de bolas em velocidade, mudanças rápidas de direção e alternância do campo de visão, diferenças acentuadas de luminosidade podem dificultar a leitura visual da jogada.

Distribuição irregular da luz pode criar zonas de contraste

Um dos problemas ocorre quando determinadas áreas da quadra recebem níveis de luz significativamente diferentes uns dos outros. Nessas situações, a bola pode atravessar zonas claras e escuras durante a mesma jogada, enquanto os atletas precisam acompanhar sua trajetória.

A Comissão Internacional de Iluminação, CIE, considera parâmetros como iluminância, uniformidade e controle de ofuscamento na avaliação de instalações destinadas à prática esportiva. As recomendações mostram que a qualidade de um projeto não depende apenas da quantidade total de luz disponível, mas também de como ela é distribuída pelo espaço.

Em esportes de velocidade, não adianta ter uma quadra muito clara em um ponto e insuficientemente iluminada em outro. A uniformidade precisa fazer parte do planejamento porque o atleta muda de posição e de direção do olhar durante toda a partida”, afirma Charles Costa, Projetista Sênior da Novvalight.

O impacto visual pode ocorrer de maneiras diferentes conforme a modalidade. No tênis e no padel, a bola percorre rapidamente diferentes regiões da quadra. No vôlei e no basquete, os jogadores alternam constantemente o olhar entre o nível da quadra e pontos elevados. No futebol society, a distância percorrida pela bola amplia a área que precisa apresentar condições adequadas de visibilidade.

Ofuscamento é outro ponto de atenção

A existência de muita luz também não significa necessariamente melhor condição visual. Projetores posicionados de forma inadequada podem entrar diretamente no campo de visão dos jogadores, especialmente em bolas altas, saques, rebotes e outros movimentos que exigem olhar para cima.

O controle desse efeito faz parte de referências técnicas internacionais para instalações esportivas. No futebol profissional, por exemplo, a FIFA mantém critérios específicos para sistemas de iluminação, incluindo requisitos relacionados à distribuição da luz e ao desempenho visual das instalações.

Um projeto precisa considerar onde o atleta estará e para onde provavelmente direcionará o olhar. Potência, altura, ângulo do projetor e distribuição do facho precisam trabalhar em conjunto para evitar pontos excessivamente iluminados ou desconfortáveis”, explica Charles Costa.

Crescimento das competições aumenta uso das estruturas esportivas

A própria quantidade de eventos programados ajuda a dimensionar a utilização dessas estruturas. No basquete, a CBB programou competições durante praticamente todos os meses até dezembro, incluindo as categorias sub-15, sub-17, sub-23 e adulta, além do basquete 3×3.

No beach tennis, o Brasil recebe diversas etapas do circuito internacional em sequência. Entre 21 e 23 de agosto, por exemplo, estão programados eventos em Toledo e Paulínia, enquanto Cuiabá e Cascavel recebem torneios na semana seguinte.

Neste contexto, a iluminação quadra esportiva passa a ser parte da infraestrutura necessária não apenas em espaços profissionais, mas também em clubes, centros de treinamento, condomínios e complexos esportivos que recebem torneios regionais e amadores.

A avaliação técnica deve considerar possíveis áreas de sombra, distribuição desigual da luz, posicionamento dos equipamentos e incidência direta sobre o campo de visão. Esses fatores são especialmente relevantes em instalações utilizadas no período noturno, quando praticamente toda a percepção visual do espaço depende do sistema artificial de iluminação.

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