Treinos rápidos, mas frequentes: a ascensão do “exercise snacking” transforma a relação dos brasileiros com a atividade física
Com horários ampliados e estruturas pensadas para otimizar o tempo, academias acompanham o crescimento dos chamados “treinos de oportunidade”
A ideia de que é preciso reservar uma ou duas horas do dia para frequentar a academia já não reflete a realidade de muitos brasileiros. Entre trabalho, deslocamentos, compromissos familiares e uma agenda cada vez mais dinâmica, cresce o número de pessoas que aproveitam pequenas janelas livres para praticar atividade física.
A tendência, conhecida internacionalmente como exercise snacking, propõe a realização de exercícios em períodos mais curtos ao longo do dia. Mas, para além do conceito, ela revela uma mudança importante no comportamento dos alunos: a busca por modalidades e academias que permitam encaixar o treino de forma prática na rotina.
O interesse pelo tema também tem crescido no meio acadêmico. Em revisão publicada, em 2025, na revista científica Healthcare, pesquisadores avaliaram 26 estudos sobre o chamado exercise snacking e concluíram que a estratégia pode gerar benefícios para a saúde cardiometabólica e ajudar a combater os efeitos do comportamento sedentário, especialmente entre pessoas com dificuldade de manter uma rotina tradicional de exercícios.
Segundo Leandro Twin, da BlueFit, a flexibilidade passou a ser um dos fatores mais relevantes na adesão e permanência dos alunos. “Hoje, muitas pessoas não conseguem estabelecer um horário fixo para treinar. É comum encontrarmos alunos que aproveitam o intervalo do almoço, uma reunião cancelada, o período entre dois compromissos ou até mesmo horários alternativos, como o início da manhã ou o final da noite. Quanto mais fácil for encaixar a atividade física na rotina, maiores são as chances de criar consistência”, explica.
Nesse cenário, a infraestrutura das academias se torna um diferencial importante. Ambientes com ampla oferta de equipamentos, diversidade de modalidades e horários estendidos ajudam a reduzir barreiras que frequentemente afastam as pessoas da prática regular.
Com mais de 200 unidades espalhadas pelo país, a BlueFit vem acompanhando essa transformação ao oferecer academias estrategicamente localizadas, horários amplos de funcionamento e uma estrutura que favorece a fluidez dos treinos mesmo nos períodos de maior movimento.
“Ninguém quer perder metade do tempo disponível esperando um equipamento desocupar. Quando a academia possui uma quantidade adequada de máquinas e uma operação eficiente, o aluno consegue realizar um treino completo em menos tempo, o que faz toda a diferença para quem tem uma rotina corrida”, afirma Twin.
Além da musculação, a possibilidade de escolher entre diferentes modalidades e horários de aulas também contribui para que cada aluno encontre a melhor forma de se manter ativo.
A mudança reflete um novo entendimento sobre a prática de exercícios: mais importante do que cumprir um padrão rígido é encontrar formas sustentáveis de manter o movimento ao longo da semana.
“Nem todo mundo terá disponibilidade para treinar uma hora e meia todos os dias, e isso não deveria ser um impedimento para cuidar da saúde. O importante é que as pessoas encontrem uma rotina viável e que consigam manter no longo prazo. A atividade física precisa se adaptar à vida das pessoas, e não o contrário”, conclui o especialista.














