VOCÊ SE LEMBRA DO HABILIDOSO PONTEIRO GILSON? - SóEsporte
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VOCÊ SE LEMBRA DO HABILIDOSO PONTEIRO GILSON?

VOCÊ SE LEMBRA DO HABILIDOSO PONTEIRO GILSON?

Ele nasceu na belíssima e próspera cidade de Guarabira-PB, precisamente no dia 8 de janeiro de 1956. Foi registrado por seus pais com o nome de Gilson Bezerra dos Santos, mas, para o mundo da bola, ficou conhecido como o habilidoso e arisco ponta-direita “Gilson”.

Tudo começou quando ele ainda era criança, jogando futebol de salão nas quadras da cidade denominada Rainha do Brejo. A sua posição nas quadras era a de central, porém tinha habilidade para subir e marcar gols. Defendeu as cores do tradicional Colégio Estadual de Guarabira, da Prefeitura Municipal de Guarabira, da AABB – Associação Atlética Banco do Brasil de Guarabira e da seleção guarabirense, conquistando vários campeonatos e torneios.

Gilson, quando morou em João Pessoa-PB, jogou futebol de salão na boa equipe do Colégio Comercial Getúlio Vargas, ao lado de Régis Guru, Paulo Neguinho, Ribinha e tantos outros bons atletas. Um dos jogos de futebol de salão que ele nunca esqueceu foi aquele em que a seleção do Colégio Estadual enfrentou a forte equipe do Esporte Clube Cabo Branco e venceu por 4 a 2, em partida disputada na cidade de Guarabira.

No futebol de campo, Gilson começou com apenas 13 anos de idade, jogando de meia e de ponta-direita, sendo destaque na última posição citada. Em 1972, com apenas 15 anos de idade e fazendo parte do elenco juvenil do Guarabira Esporte Clube, foi selecionado para completar o plantel do quadro profissional. Entrou em campo e marcou o seu primeiro gol em partidas profissionais, em um jogo bastante disputado contra o Nacional Atlético Clube, equipe sertaneja da cidade de Patos. Esse jogo foi disputado no Estádio Sílvio Porto e terminou empatado em 1 a 1.

Em 1974, Gilson, que já vinha sendo observado por vários clubes do nosso estado, foi contratado para defender o então alvinegro Botafogo Futebol Clube-PB. A sua estreia foi contra o Fluminense de Feira Futebol Clube, da cidade de Feira de Santana-BA, quando o nosso homenageado marcou o gol da vitória do time paraibano. Os dirigentes da equipe baiana tentaram contratá-lo, sem êxito, naquela oportunidade.

Outro jogo amistoso e festivo foi contra o ABC Futebol Clube, da cidade de Natal-RN, quando o folclórico Fio Maravilha jogou pelo Botafogo paraibano. Mais uma vitória por 1 a 0 para os paraibanos, com o gol sendo assinalado pelo ponta-direita Gilson. Eram jogos que lotavam as arquibancadas do Estádio Leonardo Vinagre da Silveira, a popular Graça. Naquela época, os torneios e os jogos amistosos serviam como calendário, pois a Paraíba não participava do campeonato nacional.

Gilson realizou um excelente campeonato paraibano naquele ano de 1974, marcando vários gols e realizando várias assistências com a camisa do Botafogo Futebol Clube. A crônica esportiva especializada o elegeu a revelação do certame estadual realizado pela Federação Paraibana de Futebol. O elenco do Botafogo, naquela temporada, contava com atletas do nível de Fantick, Odon, Jorge Flávio, Chico Matemático e Serginho.

Gilson assumiu um emprego no serviço público federal em sua cidade e voltou a jogar e a disputar o campeonato estadual pelo clube apelidado de “Espantalho do Brejo”. Em 1982, rompeu os meniscos e resolveu encerrar a sua carreira profissional. A sua última partida foi contra a equipe do Treze Futebol Clube, o alvinegro da Serra da Borborema. Ao encerrar a carreira, Gilson treinou várias equipes de salão e de campo em sua cidade natal.

Para a nossa alegria, Gilson esteve presente ao 6º Encontro dos Desportistas Paraibanos, evento anual realizado pela Associação Cultural e Desportiva Causos e Lendas do Nosso Futebol, reencontrando e abraçando vários companheiros de sua época de quadra e de gramados.

Para nós, cronistas, torcedores e desportistas paraibanos, ficou a certeza de que o senhor Gilson Bezerra dos Santos, o popular ponta-direita “Gilson”, escreveu o seu nome com tintas douradas e perpétuas na brilhante história do futebol paraibano.

Serpa Di Lorenzo

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