Notícia esportiva em primeiro lugar!

Com kitesurfe em Paris 2024, CBVela comemora primeira clínica do esporte para incentivar a prática no Brasil

O kitesurfe vai estar incluso nos Jogos Olímpicos a partir de 2024, em Paris, França. Faltando quase seis anos para a competição, a Confederação Brasileira de Vela (CBVela) quer estimular o desenvolvimento do esporte no país para descobrir novos talentos. O pontapé inicial foi dado neste fim de semana, com a primeira clínica feita pela entidade no Brasil – em parceria com o Grupo Energista -, na praia de Ponta de Campina, em Cabedelo, na Paraíba.
O gerente de esportes Walter Boddener esteve representando a CBVela no evento, que durou dois dias (sexta-feira e sábado) e foi comandado pelo tricampeão mundial e seis vezes brasileiro Wilson Bodete.
“A clínica é muito importante por estar divulgando o kitesurfe, que é um esporte que já está incluso nos Jogos Olímpicos da Juventude, na Argentina, para conquistar mais praticantes. Queremos estimular a classe e trazer mais qualidade. Qualidade de ensino, segurança, aprendizado, e o passo a passo para não ocorrer nenhum problema dentro d’água ou com os banhistas. Essa é uma preocupação muito grande da CBVela, de estimular cada vez mais e com qualidade”, disse Walter Boddener.
O primeiro dia da clínica foi destinado a quem já tem experiência com o kitesurfe. Mas as atividades deste sábado contaram com a presença de pessoas que nunca vivenciaram o esporte. É o caso de Gustavo Guedes. Ele desempenha a função de coordenador de planejamento do Grupo Energisa e ficou encantado com as instruções.
“Foi bem interessante por ser um desafio novo. Tudo na vida no início é difícil, mas depois consegui desenrolar bem. Gostei demais e pretendo continuar aprendendo. Foi rápida a experiência e acho que consegui ter um bom êxito e disposição para continuar as aulas. Não tem nada a ver com o meu trabalho. Aqui a gente relaxa e no meu trabalho é bem mais agitado”, comentou Gustavo Guedes.
Wilson Bodete ensinou aos participantes na areia da praia sobre o kitecontrol, que serve para receber as primeiras instruções de como manusear a pipa na água. Acabou se tornando um desafio e tanto para Anne Karinne de Lima. A técnica de manutenção tem síndrome de sjogren, doença do sistema imunológico do corpo que ataca suas próprias células saudáveis e que produzem saliva e lágrimas.
“Uma experiência única por ser a primeira vez e já tive a chance de sentir um pouco o kite fora da água. E ainda mais por sofrer uma síndrome, que me deixa sem muita força nas mãos. É bom saber que é um esporte que pode servir para todas as idades e todos os sexos. Gostei bastante”, comentou.
O instrutor fez uma avaliação da primeira clínica realizada no Brasil. Wilson Bodete espera que tenha plantado uma semente e despertado o interesse para surgirem novos velejadores.
“Acho que foi mais prazeroso para mim do que para eles. Vejo a satisfação deles tendo o primeiro contato. Logicamente que tínhamos que evoluir muito mais, levando o pessoal para água, onde é mais difícil, e cada um teria que ter o seu momento. Mas foi muito bom e espero que eles tenham gostado. Quem sabe não vão ser futuros velejadores de kite”, finalizou.

Deixe um comentário

Error, no Ad ID set! Check your syntax!
Error, no Ad ID set! Check your syntax!