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Escolinha JM faz trabalho de transformação

jeanAgentes de transformação, colocando em prática o que aprenderam como jogadores de futebol profissional. É assim que Jean Carlos e Severino Maia têm se comportado buscando mudar a vida de meninos carentes no bairro de Mandacaru, periferia de João Pessoa, com a escolinha JM, que conta atualmente com 140 garotos com idade entre sete e 15 anos.

Moradores desde garotos, no bairro de Mandacaru, Jean e Maia conhecem bem a realidade das crianças e adolescentes, nas localidades mais periféricas. “Muitos garotos não frequentar Escola.  Eles crescem sem uma profissão”, afirma Severino Maia.

Os dois amigos que tiveram uma transformação social através do futebol, jogando nos principais clubes do Brasil e até na Europa, como é o caso de Maia, apostam na força do esporte para mudar uma realidade que a juventude tem enfrentado. “Muitos meninos acabam desviando para o caminho dos vícios ou marginalização”, continua Maia.

maia escolA escolinha JM existe há sete anos. Este período foi bastante para recuperar meninos, ajudando famílias na educação dos filhos.  Os treinos acontecem nas terças-feiras e quintas-feiras, pela manhã e a tarde, tendo como local o campo do Centro Social Urbano, CSU, de Mandacaru.

“Jogar futebol profissionalmente foi uma grande aprendizado. Conseguimos uma estabilidade financeira, mas não mudamos nossa personalidade, mantendo a humildade. A gente mostra o carinho pelo bairro, continuando morando aqui”, disse Jean assegurando que, para salvar meninos é feito este trabalho com a garotada de Mandacaru.

“Sabemos que têm garotos aqui que a criminalidade bate suas portas todos os dias, convite para fazer coisas erradas. Por isso, os trazemos eles para este projeto, na espera se ajudá-los a serem cidadãos e possam lutar pelos seus sonhos. É isso que nos motiva, a cada dia. Por isso a gente fica aqui, passar o dia todo, com sol ou chuva, com estes garotos, mas felizes”, disse o Severino Maia.

“Não tem fins lucrativos”

Os garotos não pagam mensalidade. Os que têm melhor condição financeira pagam uma taxa na inscrição, mas os carentes não precisam fazer qualquer pagamento, como explica Severino Maia. Todo pessoal que lida com o projeto faz um trabalho voluntário.

maiaOs treinos são comandados por Maia e Jean, mas tem uma verdade comissão técnica, com treinadores de goleiros, assistentes técnicos, preparador físico e mordomo. O projeto não tem ajuda governamental. Eles contam com apoio de empresas do bairro de Mandacaru e boa parte das despesas é costeada por Jean e Maia.

“Toda comissão é formada por pessoas que vieram nós ajudar por acreditar neste projeto, que não tem fins lucrativos. Eles mostram o amor pelas crianças”, disse Maia. “Não é fácil manter este trabalho, pois doamos todo material esportivo aos garotos. Isso só é possível por que muita gente tem nos ajudados”.

“Aqui aprendi a respeitar as pessoas”

Vários jogadores que foram revelados no projeto estão encaminhados para o futebol profissional. O meia Rafael, 17, atuando nas categorias de base do Auto Esporte. O atacante Kiko, 18, que está no ABC de Natal e faz parte do time sub 20, campeão do Rio Grande do Norte. O atacante Henrique, 18, atualmente, no Santa Cruz do Recife e o goleiro Edilson, 13, levado pelo Sport Recife.

Este é o caminho que, o goleiro Luizinho quer seguir. Ele fala com orgulho, por ter esta grande oportunidade de fazer parte do projeto. “Aqui aprendi a respeitar as pessoas, especialmente meus pais”, afirmou o menino que sonha em ser goleiro profissional e jogar em um grande time.

“Treinar aqui nos dar uma chance de pensar no futuro.  Serve para tirar as crianças das ruas”, disse o atacante Jonatas, 12, que além de ter aprendido neste dois anos que treina no projeto JM ainda melhorou na Escola, pois tem que está com boas notas. Para frequentar tem que apresentar boas notas é uma exigência para fazer parte da escolinha de futebol JM.

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