Amistosos iniciam os trabalhos visando às próximas competições1x
Brasil enfrenta Austrália e Índia na primeira Data-Fifa pós-CopaCréditos: Nelson Terme/CBF
O Brasil já tem definidos seus adversários na primeira Data FIFA após a disputa da Copa do Mundo de 2026: Austrália e Índia. Diante das duas seleções locais, entre 21 de setembro e 6 de outubro, a Amarelinha dará início ao período de preparação e observação visando ao próximo ciclo da Copa América de 2028 e do Mundial de 2030.
Dois amistosos com a Austrália
Nesta convocação, a Seleção fará dois amistosos com a Austrália e um com a Índia. No dia 25 de setembro, enfrenta os australianos no Queensland Country Bank Stadium, em Townsville. A cidade costeira está localizada no nordeste do país. Já o palco do jogo, inaugurado em fevereiro de 2020, tem capacidade para mais de 25 mil pessoas.
Em 13 de junho de 2017, Diego Souza abriu o placar da vitória por 4 a 0 sobre a Austrália aos dez segundos de jogo e marcou o gol mais rápido da história da Seleção BrasileiraCréditos: Pedro Martins/Mowa Press
Quatro dias depois, em 29 de setembro, o Brasil volta a encarar os donos da casa, desta vez no Suncorp Stadium, em Brisbane. Esta é a terceira cidade mais populosa da Austrália, com mais de dois milhões de habitantes, e um dos principais centros econômicos australianos. Nela, está o Suncorp Stadium, inaugurado em 1914, cuja capacidade é superior a 52 mil pessoas. Em 2023, recebeu um compromisso da Seleção Feminina na Copa do Mundo e, em 2024, um amistoso com a Austrália.
Brasil e Austrália se enfrentaram pela última vez em 13 de junho de 2017, no Melbourne Cricket Ground, em Melbourne, onde a Amarelinha goleou por 4 a 0, com gols de Diego Souza (2), Thiago Silva e Taison. Já o primeiro jogo se deu em 7 de julho de 1988, pelo Torneio do Bicentenário de Independência da Austrália. No Olympic Parks Trust, também em Melbourne, a Amarelinha venceu por 1 a 0, com gol de Romário.
Com oito jogos, o retrospecto entre Brasil e Austrália é de seis vitórias brasileiras, um empate e um triunfo australiano. A Amarelinha marcou 21 gols e sofreu apenas um.
Primeiro confronto com a Índia
Em seguida, a Seleção Brasileira fará seu primeiro jogo contra a Seleção Indiana. Este encontro inédito acontecerá no sábado, 3 de outubro, no Estádio Vivekananda Yuba Bharati Krirangan (conhecido como Estádio Salt Lake), em Calcutá.
Calcutá é conhecida como a cidade com a maior história esportiva da Índia e já sediou muitas partidas de futebol de alto nível, incluindo os jogos da Seleção Brasileira Sub-17 na Copa do Mundo da categoria, em 2017. O estádio tem capacidade para 63.000 espectadores e foi inaugurado em 1984. O local recebe regularmente um dos maiores clássicos do futebol de clubes.
A presença da Seleção Brasileira na Índia reflete o grande prestígio da equipe na região, onde grande parte da população torce pelo sucesso do Brasil e admira os principais jogadores do país. A Índia é conhecida por ter a maior torcida brasileira fora do Brasil.
Rodrigo Caetano e Carlo Ancelotti
O coordenador executivo geral de Seleções Masculinas, Rodrigo Caetano, analisou o início do ciclo para a Copa do Mundo de 2030 e explicou a escolha pelos próximos adversários da Amarelinha.
“Representar a Seleção Brasileira em qualquer jogo é de enorme responsabilidade, ainda mais no início de um novo ciclo, em que esperamos ter uma maior tranquilidade, para que justamente cheguemos em 2030 com uma equipe e um elenco bastante sólidos e melhores do que em 2026”, reforçou.
“Vamos enfrentar a Austrália, que se classificou na fase de grupos, foi eliminada na segunda fase, mas demonstrou uma evolução muito grande. Contra a Índia, tem a questão técnica e muito um agradecimento aos indianos, que demonstraram durante a Copa um enorme carinho e torcida pela Seleção Brasileira. Então nada mais justo do que irmos lá em forma de agradecimento, mas também para fazer um grande enfrentamento”, completou.https://player.vimeo.com/video/1214048495/
Caetano também comentou o objetivo de rejuvenescimento da Seleção ao longo do ciclo visando à Copa do Mundo de 2030 e contou como esse trabalho tem sido realizado pelas comissões técnicas das Seleções Principais e de Base.
“Muitos dos atletas que já estamos levantando desde que reiniciamos o trabalho é no sentido de rejuvenescimento da Seleção. Em um ciclo maior, temos certeza absoluta de que surgirão muitos talentos oriundos das Seleções de Base. Não somente da Seleção Sub-20 e Olímpica, mas também podem vir jogadores extraclasse da Sub-17. O Mister, assim como toda a nossa comissão, já realizou reuniões muito produtivas com a Sub-20 e a Sub-17, junto com os técnicos Paulo Victor e Dudu Patetuci, com a intenção de prospectar novos nomes e talentos, que serão certamente testados ao longo do ciclo”, explicou.
O técnico Carlo Ancelotti pontuou que os amistosos com Austrália e Índia representam uma oportunidade de convocar novos jogadores para a Seleção e destacou a importância da conexão entre as categorias da Amarelinha.
“Com esses três amistosos, vamos começar o novo ciclo para projetar a Seleção nos objetivos dos próximos anos, que são a Copa América de 2028 e a Copa do Mundo de 2030. Aproveitaremos os três amistosos para convocar novos jogadores para a Seleção, sobretudo jovens, que podem mostrar seu talento na Seleção nos próximos anos”, afirmou.
“A integração com as categorias de base e a avaliação do trabalho na Sub-15, Sub-17 e Sub-20 são muito importantes. Temos que ter em conta que, quatro anos atrás, o Rayan jogava na Sub-17, que foi um jogador muito importante. Temos que ter uma boa conexão com a Sub-20, aproveitar também da preparação para a próxima Olimpíada, em que muitos jogadores podem, em teoria, estar na Copa do Mundo de 2030”, acrescentou.


















