Atletismo

História do homem mais rápido nos Jogos Paralímpicos

Petrúcio Ferreira

Em Jogos Paralímpicos e Mundiais, as colocações dos atletas e países são definidas pela quantidade e cor das medalhas recebidas. Mas, muito além das conquistas facilmente identificáveis pelos números, existem aquelas que são intangíveis, que são especiais pela trajetória e desafio pessoal de cada atleta.

O grande público acompanha de perto o desfecho de um longo ciclo de preparação, dedicação e treinos intensos. Nós, do Comitê Paralímpico Brasileiro, acompanhamos cada campeão desde o momento que surge um atleta nas escolinhas paralímpicas até ao alto rendimento e o pódio.

Aqui você encontrará a história dos atletas por trás das medalhas de ouro,
prata e bronze em Tóquio 2020 e que fizeram o Brasil ter a melhor campanha de todos
os tempos nos Jogos Paralímpicos. É com orgulho e reverência que apresentamos Beth
Gomes, Carol Santiago, Gabriel Araújo, Petrúcio Ferreira, Parazinho e Yeltsin Jacques.

Com recorde e ouro, Petrúcio Ferreira manteve a escrita e continuou sendo o homem
paralímpico mais rápido do mundo após superar a própria marca em Tóquio.

No entanto, a carreira do multimedalhista paralímpico começou em 2013, após se identificar com o atletismo ao assistir aos Jogos Paralímpicos de Londres 2012. Começou a treinar e seu desempenho excepcional garantiu medalha de ouro e recorde logo nos seu primeiros Jogos Paralímpicos, em 2016 no Rio.

Na ocasião, Petrúcio conquistou três medalhas sendo ouro nos 100m, prata nos 400m e prata no revezamento 4x100m. Depois da estreia histórica, mais conquistas espetaculares se seguiram e aumentaram a expectativa para Tóquio: dois ouros e uma prata nos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019 e dois ouros no Mundial de atletismo em Dubai, no mesmo ano. Seu desempenho, além das conquistas, rendeu ao atleta a honra de ser porta-bandeira da delegação brasileira durante a abertura dos Jogos Paralímpicos de Tóquio.

Petrúcio compete na classe T47 (para amputados), por uma deficiência adquirida quando tinha menos de dois anos. O velocista perdeu parte do braço esquerdo em um acidente com uma máquina de moer capim.

Em Tóquio 2020, em apenas 10s53, o paraibano de São José do Brejo do Cruz atravessou os 100m que o separava do lugar mais alto do pódio e estabeleceu um novo recorde, que ele mesmo havia batido anteriormente, com 10s57, no Rio 2016.

“Eu fui moldado por Deus para me tornar um atleta paralímpico. Desde o dia que eu sofri um acidente,
Deus tinha esse propósito para a minha vida profissional e pessoal. Eu hoje sou grato em poder levar
a imagem do esporte paralímpico para pessoas com deficiência, e isso é uma das coisas que mais me motiva continuar. Eu tento mostrar com a maior transparência possível que nós não somos deficientes e sim
eficientes, somos capazes de alcançar muitos sonhos e objetivos em cima das nossas dificuldades.” Petrúcio Ferreira.

Com informações C O B

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