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Paraibanos Vitor Felipe e Renato superam argentinos no vôlei de praia

As areias de Itapema, em Santa Catarina, foram tomadas por atletas de todo o mundo nesta semana, com a disputa da etapa Challenge do Circuito Mundial de Vôlei de Praia na arena montada na Meia Praia. Mas vários desses estrangeiros já estão bem familiarizados com o Brasil. Referência mundial na modalidade, o país foi destino de jogadores de diversas nacionalidades desde o início do ano que vieram para cá pela possibilidade de treinar com atletas e técnicos brasileiros.

Comandado pelo técnico Ernesto Vogado, o CT Cangaço de João Pessoa (PB), recebeu uma delegação francesa e atletas da Argentina, Inglaterra e Suíça no início do ano.

“O Brasil é a referência do voleibol de praia mundial. É o país com o maior número de conquistas no Circuito Mundial, o maior número de medalhas em Jogos Olímpicos. Eles sabem da excelência da nossa escola, e é isso que vêm buscar, essa qualidade técnica do brasileiro”, explica Ernesto, eleito por cinco vezes melhor técnico do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia.

De companheiros de treino a adversários no Circuito Mundial. Os irmãos argentinos Tomas e Nico Capogrosso, que treinaram no CT Cangaço, foram superados pelos brasileiros Vitor Felipe e Renato nesta sexta-feira em Itapema, por 2 a 0 (24/22 e 21/15).

“O nível no Brasil é muito bom, o treinamento é muito exigente. Na Argentina não temos esse nível e nem o método de treinamento. Então viemos para o Brasil para melhorar. Somos uma dupla nova e foi muito bom o período de treinos aqui, aprendemos muita coisa. O Brasil treina em um nível diferente de todo mundo”, elogia Tomas Capogrosso.

João Pessoa também serviu de base de treinos para a dupla italiana Adrian Carambula e Enrico Rossi. Desde o fim do ano passado, o técnico do time é o campeão olímpico Ricardo.

“Esse intercâmbio começou por volta da década de 90. A Adriana Behar e a Shelda, juntamente com a Leticia Pessoa, atraíam várias duplas dos Estados Unidos e da Austrália. O Guilherme e o Pará também traziam argentinos, americanos, italianos. É uma coisa natural se você está em evolução, tem uma boa metodologia. E o voleibol brasileiro é um dos pilares do voleibol do mundo”, diz Ernesto.

Dona de três pratas olímpicas no currículo e atual campeã do Circuito Brasileiro feminino com Bárbara Seixas/Carol Solberg, Leticia Pessoa segue recebendo atletas estrangeiros. Desde o início do ano, a jovem dupla inglesa Issa Batrane e Frederick Bialokoz, que disputou o qualifying em Itapema, esteve em seu CT no Rio de Janeiro.

“Muitos anos atrás, a gente tinha amizade com a Holly McPeak e outras atletas americanas. Então a gente treinava junto, tanto lá na Califórnia quanto aqui. E aí o Brasil foi crescendo muito. Hoje, os jogadores jovens procuram o Brasil pela qualidade dos treinadores, pelo clima e pela facilidade de vir para cá. Esse ano tivemos essa dupla da Inglaterra, um dos meninos tem potencial, com 2,05m e 21 anos. Eles voltam a treinar com a gente no fim do ano”, conta Leticia Pessoa. “A nossa escola é forte e temos boa estrutura. Com os intercâmbios, também ficamos atualizados sobre o que está acontecendo lá fora. Todos só ganham com isso”.

O Rio de Janeiro também foi o destino de outras duplas no início de 2022, como as alemãs Karla Borger e Julia Sude; e as canadenses Brandie Wilkerson e Sophie Bukovec, treinadas pelo brasileiro Rico de Freitas, medalhista de prata na Rio 2016 com Bárbara Seixas/Ágatha.

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