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Treze x Campinense: conheça as origens da rivalidade que movimenta a Série D

O Clássico dos Maiorais pelo campeonato Paraibano de 2009 – Fonte: Wikimedia Commons

A edição mais recente do Clássico dos Maiorais terminou com um placar que torcedor nenhum gosta – 0 a 0. Mas esse resultado não reflete a história e a grandeza da principal rivalidade do futebol paraibano. O clássico entre Treze e Campinense vai completar 66 anos no próximo mês de novembro e cada um dos dois times tem seus argumentos para se apresentar como superior ao rival.

Embora não reflita o histórico do Clássico dos Maiorais, o placar de 0 a 0 reflete, sim, o jogo que Treze e Campinense disputaram no domingo (8), no Estádio do Amigão, em Campina Grande. Foi a 415ª edição do clássico, válida pela décima rodada do grupo 3 da Série D do Campeonato Brasileiro.

Com o empate, ambos os times se mantém na zona de classificação para a segunda fase da Série D, com o Rubro-Negro em terceiro lugar e o Galo, em quarto.Com ocódigo promocional Sportingbet, você pode conferir quem são os favoritos nos próximos confrontos das diversas divisões do Brasileirão.

No primeiro tempo do confronto de domingo, o Campinense se concentrou em manter uma defesa eficiente, e o Treze não conseguiu abrir caminho em direção ao gol. O segundo tempo foi mais ofensivo, mas com muitas faltas e sem chance real de gol.

A origem da rivalidade

O Clássico dos Maiorais é considerado o maior clássico do interior do Brasil e polariza a cidade de Campina Grande tal qual o Fla-Flu no Rio de Janeiro e o Gre-Nal em Porto Alegre. Embora a primeira edição tenha sido disputada em 1955, a rivalidade possui raízes bem mais antigas, segundo o jornalista Júlio César Gomes de Oliveira, especialista na história do futebol paraibano.

O Campinense foi fundado em 1915 e o seu time de futebol foi implementado em 1917. Na época, de acordo com Oliveira, o principal clube de futebol de Campina Grande era o América. O Campinense, porém, se tornou uma equipe forte na cidade e, no final da década, a rivalidade entre os dois times passou a dominar o futebol de Campina Grande.

Em 1920, diante de conflitos internos, o futebol foi desativado no Campinense. O América voltou a exercer a hegemonia no futebol da cidade até ser extinto, em 1924.No ano seguinte, muitos dos atletas que ficaram órfãos com o fim do clube participaram da fundação do Treze.

O futebol só foi retomado no Campinense em 1954. No ano seguinte, foi marcado um jogo entre o Campinense e o principal time de Campina Grande, o Treze. Realizado em 27 de novembro de 1955, o confronto terminou com vitória de 3 a 0 do Galo.

Uma nova goleada do Treze em 1957, por 4 a 0, é considerada o marco do nascimento da rivalidade, pois levou o Campinense a profissionalizar o seu time. O narrador Joselito Lucena, lenda do jornalismo esportivo da Paraíba que morreu em 2011, foi quem deu o nome de Clássico dos Maiorais ao confronto entre os dois clubes.

Hoje, quase 66 anos após aquele jogo, a rivalidade se mostra na disputa que os dois clubes travam palmo a palmo por títulos e pelo melhor desempenho nos campeonatos nacionais. Para se afirmar diante do adversário, o Treze usa os argumentos de possuir mais vitórias nas edições do Clássico dos Maiorais, de ter sido o único campeão invicto do Paraibano (em 1966) e de ter chegado mais longe na Copa do Brasil (nas quartas de final, em 2005).

Já o Campinense pode dizer que possui mais títulos do Paraibano (21 contra 16), foi campeão da Copa do Nordeste em 2013 e participou mais vezes da Série A do Brasileirão (11 contra 9).

O Treze participou mais recentemente da Série C, no ano passado – ficou em 17º lugar e caiu de volta para a Série D. No caso do Campinense, a última participação na Série C foi em 2011.

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