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FUTEBOL: ARTE E CIÊNCIA BALTAZAR – O ARTILHEIRO DE DEUS

Notas baixas na escola, vidraças quebradas e flores pisadas no sonho de ser um novo Pelé. Baltazar realiza o sonho de todo garoto brasileiro e torna-se o Artilheiro de Deus?

No Flamengo, Grêmio, Palmeiras, Botafogo ou por onde passou, Baltazar deixou sempre sua marca de artilheiro rompedor.

No Atlético de Madrid ele fez 35 gols numa só temporada e deixou uma marca mais importante ainda: a de cristão mais conhecido da Espanha nos últimos cem anos!

O artilheiro do campeonato e campeão goiano de 1978, com 31 gols, recorde não superado até hoje.

Artilheiro do campeonato gaúcho de 1980 e 1981, outro recorde não superado até hoje etc.

Fazer gols é o negócio deste goiano que, quando menino, pulava o muro de sua casa todos os dias. Do outro lado ficava o campo do Atlético Goianense, onde junto com a garotada da vizinhança ensaiava seus primeiros passos na arte de fazer gols. Aos 11 anos ele vestiu muito orgulhoso, uma camisa do Atlético pela primeira vez em sua estreia na categoria dente-de-leite.

Ele se manteve fiel a essa camisa nos oito anos seguintes, disputando as categorias infantil, juvenil e profissional, sendo vendido ao Grêmio de Porto Alegre depois de conquistar o título de campeão e artilheiro goiano de 1978.

Neste mesmo ano Baltazar tomou a decisão mais importante de sua vida, ao mudar do time do mundo para o time de cristo, um time que, segundo ele, não perde nunca.

“Agora, sim, ele vai parar de jogar bola e ser um crente de verdade”, pensaram meus pais, que desde pequeno me levavam à Igreja, me contavam as histórias da Bíblia e me ensinavam a orar a mesa e na hora de dormir.

Mas Deus, em sua sabedoria, deu ao Baltazar uma convicção totalmente diferente da de seus pais: ele percebeu que as duas carreiras, a do futebol e a da fé, eram perfeitamente compatíveis e entendeu que os campos de futebol eram os campos para a colheita de muitas vidas de jogadores e torcedores que tiveram seus passes comprados para o time de Cristo.

Foi justamente nesta época que ele começou a jogar melhor do que nunca e a barbarizar não só em Goiás, mas também no Rio Grande do Sul, onde em apenas três meses de Grêmio conquistou a posição de titular da camisa 9.

Baltazar proporcionou inúmeras alegrias a sua torcida, com uma média de gols nunca vista lá nos pampas. Ele conquistou os títulos de campeão gaúcho, em 1980 e 1981, e brasileiro, em 1981.

Todo este sucesso lhe valeu a convocação para a Seleção Brasileira.

LEVE E SOLTO

De volta a Seleção, Baltazar começou a enfrentar seus primeiros problemas dentro do futebol, quando o técnico resolveu implicar com ele, sacando-o do time do Grêmio justo na hora em que seu contrato estava para vencer.

“Deus foi tão bom pra mim que mandou o Paulo Izidoro me ajudar.”

Ele chegou e me disse:

– Se você quiser, eu posso treinar junto com você.

Juntos começaram a treinar pra valer. Dois jogos depois, Baltazar voltou a jogar e participou da grande final do Campeonato Brasileiro contra o São Paulo no Morumbi e marcou o gol da vitória. O gol mais bonito de sua carreira.

O jogo estava zero a zero no fim do segundo tempo quando o Paulo Roberto cruzou uma bola da direita, Renato Sá cabeceou para trás, dominei-a no peito, fora da área e chutei de primeira, no canto do gol, sem a menor chance para o goleiro Valdir Perez. Fiquei feliz porque sempre tive o sonho de marcar o gol da vitória numa decisão.

Com aquele gol o Grêmio foi campeão brasileiro de 1981 e Baltazar pôde assinar o melhor contrato de sua carreira até então.

Bibliografia

Atletas de Cristo.

Eduardo Pimentel

Técnico de Futebol

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